Na manhã desta quarta-feira (15), teve início a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.
A abertura contou com a presença da presidência da CNBB — órgão dirigente e administrativo da Conferência, constituído pelo presidente, Dom Jaime Spengler, OFM, arcebispo de Porto Alegre, além do primeiro e segundo vice-presidentes e do secretário-geral —, bem como de importantes lideranças eclesiais. Os trabalhos seguem até o dia 24 de abril. Durante a cerimônia, compuseram a mesa o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, o arcebispo nomeado da arquidiocese, Dom Mário Antônio da Silva, e o núncio apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro.
No mesmo contexto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem ao episcopado brasileiro, destacando o compromisso com a justiça social, a dignidade humana e o diálogo entre o Estado e a Igreja.
A mensagem se insere nas comemorações pelos 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, ressaltando a histórica cooperação em iniciativas voltadas ao bem comum.
Em seu pronunciamento, o presidente também manifestou solidariedade ao Papa Leão XIV, sublinhando que líderes comprometidos com a paz e com os mais pobres frequentemente enfrentam resistências. “Vale mais um coração repleto de amor ao próximo do que o poder das armas e do dinheiro”, afirmou.
Lula destacou ainda a atuação da CNBB ao longo da história brasileira, especialmente em períodos marcados por desafios democráticos. Segundo ele, a instituição esteve presente na defesa dos direitos humanos, no apoio aos trabalhadores e na promoção da justiça social.
A fala incluiu homenagens a importantes figuras da Igreja no Brasil, reconhecidas pela defesa dos excluídos, como Dom Luciano Mendes de Almeida, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Cláudio Hummes e Dom Pedro Casaldáliga, entre outros.
Ao abordar o cenário atual, o presidente reafirmou o compromisso do governo em combater a fome, a pobreza e as desigualdades, defendendo um país onde todos tenham acesso à alimentação, saúde, educação, terra, trabalho e moradia digna.
Ele também ressaltou a convergência entre políticas públicas e iniciativas da Igreja, como a Campanha da Fraternidade, especialmente no que diz respeito ao direito à moradia.
Ao final, Lula reiterou o compromisso com o Estado laico e a liberdade religiosa, desejando êxito aos trabalhos da Assembleia Geral da CNBB.
A 62ª Assembleia Geral da CNBB reúne bispos de todo o país para refletir sobre os desafios da Igreja e da sociedade brasileira, fortalecendo a missão evangelizadora e o compromisso com os mais vulneráveis.
Fonte Pe. Renan Dantas – Diocese de Juína
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